terça-feira, 13 de setembro de 2011

CAPITULO IV

Fiquei totalmente horrorizada com a chamada. Porque estaria ele a ser vitima de rapto? Porque é que eu sentia uma necessidade enorme de o ajudar? Será que devia depois de tudo o que acontecera? Porque é que eu fui a escolhida? Porque EU? Tantas perguntas sem respostas.
Fui para ao pé da estrada e chamei um táxi. Este levou-me a casa da Marie.
Bati à porta. Logo me abriu a porta e viu o meu estado. Eu estava completamente desvastada! Estava em lágrimas.
- O que se passa, Emily?! – Perguntou-me bastante preocupada.
- É o Jason! – Entrei e sentei-me ao lado do Eric.
- Que é que ele fez agora? – Pergunto o Eric levando a mão à cabeça.
- Ele… Ele foi raptado ou algo do género! – Comecei a chorar mais. – Na chamada, disseram que so tinha uma hora para o encontrar.
- Como?!- Perguntou a Marie. –Onde é que ele está?
- O homem disse para eu pensar. Ele disse que eu sabia. – Agarrei-me à Marie.
- Oh minha linda, nos vamos encontra-lo! – Fez-me olha-la nos olhos. O que me fazia sentir confiante.
- Eu tenho de pensar! Onde será que ele está?- Gritei.
- Calma Em. Estás completamente fora de ti. – Observou o Eric.
- Já sei! Pode ser na gelataria! – continuei – Ela só abre à tarde. So faltam 40 minutos!
- Calma Em! – Gritou-me a Marie. – Tem calma!

Entramos no carro e dirigimo-nos para a gelataria. O trânsito era tanto que demorarmos a chegar lá. Menos 10 minutos. Que corrida contra o tempo!
Chegamos lá, eu sai do carro e comecei a correr para as traseiras da gelataria. Nada! Nada de Jason! Voltei para a frente e disse-lhes:
- Definitivamente que não é aqui! – Estava a perder a paciência! – Vamos ver a casa dele!
Mais 10 minutos perdidos! So faltavam 20 minutos.
Durante a viagem tentei ligar ao Jason, mas ninguém atendia. Tentei, tentei, tentei. E por fim atenderam-me.
- Jason?! –Gritei.
- O teu amiguinho está quase a morrer! – Riu-se.
Tinha tanta raiva do homem!
- NÃÃÃÃÃÃO! – Mandei o telemóvel para fora do carro em andamento. Partiu-se todo.


Porque estaria eu a reagir assim?  Sentir-me-ia atraída? Seria essa a razão? Afastei-me destes pensamentos e voltei a realidade. Finalmente tínhamos chegado a casa dele. Ele tinha dito aos pais que podia ficar sozinho em casa. Estes foram viajar. Pelo que o Eric disse.
Era o local perfeito para o matarem.

Chamei por ele, mas o ar só me devolveu o eco. Estava triste por não o encontrar.
 - Vamos procurar pela casa toda! – Gritei a dirigir-me para a porta da frente.
O Eric olhou para a Marie com cara de quem não queria perder um amigo.
A porta estava trancada. Eu não a conseguia abrir. O Eric foi as traseiras e a porta estava aberta.
Logo nos chamou.
- Marie! Emily! Aqui está aberto!
Dirigimo-nos para lá. Entramos na casa e percorremos a casa toda, sem excepção da cave. Dirigi-me ao quarto dele, ao menos parecia ser o quarto dele.
- Wow, que linda decoração… tão linda. – Comentei limpando os olhos.
Eu estava  amar aquele quarto. No momento imaginei-me com ele deitado em cima da cama. Abanei a cabeça em sinal de negação, para afastar aqueles pensamentos inúteis.
Voltei a concentrar-me na procura dele. E lembrei-me!
Porque não poderia ser o local perfeito, o sitio do lago?
Voltei a correr, mesmo com o meu tornozelo doendo, para dentro da floresta. Passei pelo Eric e pela Marie.
Eles não perceberam nada mas seguiram-me. Iamos os três a correr pela floresta a dentro.

Quando vi o que estava a minha frente cai de joelhos e levei a mão à boca. Nenhum sinal do homem, somente do Jason.
O Jason estava nu, digamos que estava só de boxers, e estava dentro do lago de pernas para o ar. Suspenso por uma corda a volta dos pés. De tanto tentar respirar, deixara-se, provavelmente, afogar.
Comecei a correr para o lago. Mergulhei e puxei-lhe a cabeça para fora de água. Ele estava roxo, e eu chorava muito. O Eric já o estava a desamarrar mas como eu não tinha força para o segurar, ele caiu dentro de agua.
 - Marie, ajuda-me! – Gritei. Ela  logo entrou na agua e  ajudou-me a tirá-lo para fora.
Comecei a mexer-lhe na cabeça e notei sangue. Ele não se tinha afogado!
- Ele não se afogou! Levou uma pancada na cabeça!
- Ele tem pulsação! – Comentou o Eric. Ele esta vivo!
 Sorri.
Levamo-lo dali para fora e deitamo-lo na sua cama. Cuidei da sua ferida e tapei-lhe o corpo com um cobertor. Aposto que ia melhorar.
Deitei-me ao pé dele e adormeci.

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