domingo, 18 de setembro de 2011

CAPITULO VI

Não! Claro que eu não queria! Agora percebo quando dizem “estás a fazer isso de cabeça quente”-
Eu estava apenas a usá-lo porque ele mostrava gostar de mim, Aquela, sem duvida não era eu.
Eu apenas precisava de alguem para me apoiar. E ele estava lá.
Olhei-o. Talvez aquela não fosse a minha realidade. Voltei à minha realidade e disse:
- Tenho de ir. Falo-te mais tarde! – Comecei a correr para casa.
Ele ficou confuso. Eu não quis saber. Porque é que eu fazia estas coisas?
A chuva parou. Eu estava encharcada. O arco íris aparecia ao longe ao pé de umas casas. Eu adorava ver aquilo.
Cheguei a casa, e como era obvio a minha mãe começou a gritar comigo por ter apanhado uma molha. Eu estava  mesmo molhada… da cabeça aos pés.
- Emily! Estás de castigo! Ainda bem que o voo é amanha. – Gritou-me. Fiquei chocada e não conseguia pronunciar nada. A minha irmã ria-se com cara de gozo. Ignorei-a como sempre.
A minha vida tinha acabado ali. Viver em Paris sem os meus amigos, sem a minha mãe ia ser difícil. Muito. Eu não queria. Não mesmo.
Fui  fazer as malas irritada e enquanto isso chorava. Chorava de raiva, de tristeza e ódio.
Depois de por algumas coisas nas malas deitei-me na cama – eu ainda estava molhada – a ouvir Metal.
Sim, Metal era algo que me acalmava em vez de me irritar mais. Meti o volume no máximo. O tempo foi passando e a minha raiva e o meu ódio foram desaparecendo. O Metal é tipo o meu Yoga.
Por mais impossível que seja, adormeci. Se o Metal pode-me ser um bom relaxante por que não uma boa musica para dormir?
Depois de ter adormecido e dormido praticamente umas duas horas, acordei.
O meu telemóvel estava a vibrar. Atendi.
- Sim? – Disse ensonada.
- Emily William! – Porque é que não me contaste?
- O quê, Marie? – Fiz-me de desentendida.
- P-A-R-I-S. – Soletrou cada a palavra, letra por letra.
- Oh, desculpa… Eu ia contar-te. Eu não tenho culpa… - Senti-me triste – Eu não quero ir.
- Eu sei. Vou ter ai a casa. Quero estar contigo. Até já amor. – Desligou.

Fui rapidamente trocar de roupa, vesti umas calças de ganga justas mais um top justo azul. Calcei as sapatilhas e dei um jeito ao cabelo.
- Emily, estão aqui os teus amigos.- Avisou a minha mãe.
Amigos? – Pensei – Não era só a Marie?. Estranhei.
Disse-lhe para os mandar subir.
Logo percebi a palavra ‘amigos’. Era a Marie e o Eric. Claro! Eles agora andavam sempre juntos.
Eric pôs-se a olhar para a decoração do meu quarto. Era laranja e branco. Era fofo, modéstia à parte.
Marie sentou-se na minha cama, enquanto o Eric se sentou no puff e disse:
- Como estás?
- Hmm. – Pensei. – Perdida? Vou para lá contra a minha vontade. Vou ficar sem os meus amigos. Sinto-me perdida, é isso.
Talvez ela não me conseguisse responder. Então abraçou-me. Acho que foi o melhor abraço que recebi até hoje.
- Bem… - Largou-me e limpou os olhos, porque estava prestes a chorar. – Como hoje é o teu ultimo dia aqui vamos sair. Vamos a uma festa.
- O quê? Não posso. – Protestei - A minha mãe não deixa. Sabes que não sou de festas.
- Vamos! Já falei com a tua mãe ela deixou. Eric ajuda-me! – Sorriu.
- Vai ser divertido! – Sorriu-me.
- Oh pá, pronto… - Respondi-lhe sem vontade. – Sem Jason?
- Com Jason. Ele disse-nos o que se passou! – Sorriram.
- Oh! Eu não queria nada daquilo! A sério.
- O quê? Depois falamos melhor sobre essa historia – Levantou-se. – Eric, vai la preparar-te mais o … - olhou-me – E nos também nos vamos aprontar. Amo-te. – Beijou-o.
Ele saiu e ficamos sozinhas.
- Vou ali abaixo e volto já.
- Han? Marie? – Ela foi num ápice! E quando voltou trazia 1001 sacos! Oh meu deus.
Fiquei chocada.
- Tenho aqui umas roupas para experimentares. Toma, toma, toma, toma, e toma. – Encheu-me de roupa e mandou-me para a casa de banho.
Eu… pronto, lá cedi.
Vesti, despi. Vesti, despi. E assim sucessivamente. Até decidir que ia levar as calças de cabedal pretas com uma t-shirt branca mais umas sandálias.
Pronto, passado uma hora estávamos prontas. Os rapazes estavam estavam la em baixo no hall de entrada. Descemos e eu olhei o Jason, enquanto a Marie se atirava ao Eric. Ficamos a contemplar-nos um ao outro.
Voltei a mim e saímos da minha casa. O Eric decidiu ir a conduzir.  A Marie ia a frente com ele, pois claro. Eu ia com o Jason atrás.
Até chegarmos a discoteca nem eu, nem ele falamos. Que tensão no ar!

Saimos do carro. Eu comecei a apreciar o local. Era uma grande discoteca. O som emitido pelas colunas podia ser ouvido á fora, no exterior. A noite estava linda. As estrelas estavam brilhantes e a lua em estado: lua cheia. Uma noite espectacular.
O que seria melhor que isto para passar a ultima noite na América?

Entramos na discoteca. A multidão dançava ao som da música. Vários corpos se mexiam e transpiravam devido ao imenso calor humano.
Sem saber o que fazer, dirigi-me ao bar. O barman era lindo! Era loiro, tinha cabelo curto. Olhos verdes. E notavam-se os músculos por baixo das suas roupas finas.
- Boas. Dá-me algo bom. – Sorri-lhe.
- Para já.
Trouxe-me algo esquisito. Mas era bom. Senti-me feliz. A minha visão estava turva agora, Via toda a gente duplicadamente. Queria sair dali. Comecei a tentar dirigir-me para a saída. Empurrava toda a gente, Vi a Marie e o Eric a dançarem.
Finalmente, vi a saída! Oh meu deus, estava a chover.
Senti-me a cair. Acabei por fechar os olhos. Cai no chão. Desmaiei ali e fiquei debaixo daquela chuva imensamente fria.

Quando acordei estava num quarto que me era familiar. O quarto do Jason.
Os olhos doíam-me e devido a claridade, pisquei inúmeras vezes. Tentei levantar-me mas não consegui. Estava ali sozinha.
De repente ouvi alguem a entrar. Olhei. Era o Jason.
- Estás melhor? – Notava a preocupação e a tristeza nos seus olhos.
- Acho que sim. – Respondi suspirando.
Tentei levantar-me outra vez. Ele ajudou-me. Levou-me à sala. Onde se encontravam o Eric e a Marie.
- Estás melhor? – Perguntaram-me ambos.
- Sim! Sim… - Pensei. – Que horas são?
- Três da tarde, porque?
- Oh meu deus! O voo é as 5h! Tenho de ir para casa. – Acho que despertei. – Marie, leva-me.
O Jason olhou-me com tristeza, mas eu precisava de ir. Se não fosse a minha mãe matava-me.

***
Estava no aeroporto com a minha estúpida irmã, mais a minha mãe – que não sabia de nada do que se tinha passado na noite.
Uma voz soou no ar: O voo para Paris partirá dentro de 20 minutos.
Fomos fazer o check in. Estava tudo pronto. Passei, ou melhor passamos pelo detector de metais e estávamos prontas para entrar no avião.
Entrámos e sentamo-nos ao pé de um senhor idoso.
O avião estava pronto para partir.

JASON
Ele estava bastante preocupado, sentado no sofá.
O Eric e a Marie apenas o olhavam sem nada para dizer.
Ele quebrou o silêncio.
- Vocês acham que o voo já partiu? São 5h.
- Tu gostas mesmo dela não gostas? Vai atrás dela! – Incentivou o Eric. A Marie sorriu.
- Eu vou! – Abraçou o Eric e saiu disparado.
Entrou no carro  e acelerou velozmente para o aeroporto. Ele estava doido!
Será que ainda a apanho? – Pensou.
Tinha chegado ao aeroporto. Como uma barata tonta dirigiu-se a um dos balcões.
- Senhora! O avião para Paris já foi?
- Lamento, Há 10 minutos.
- Eu perdi-a. – Levou as mãos a cabeça.
- Desculpe?
- EU PERDI-A! –Gritou.

Contudo, será que a perdeu mesmo? 

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

CAPITULO V

Os boxers dele já tinham secado. Como é que eu sabia? Estava a senti-los. Não os mudei, claro! Não tinha coragem para tal coisa.
Apenas o conhecia à dois dias. Mas algo me dizia que o conhecia à anos.

Acordei e virei-me para ele. Dei de caras com ele a sorrir-me com aqueles dentes branquíssimos! Assustei-me e voltei a virar-me. Não sei se percebeu ou não, mas pouco importava.
- Ahhhh! – Queixou-se de dor. Da pancada que levara na cabeça.
Eu virei-me logo e disse-lhe:
- Pára quieto! Ainda ficas pior!
- Estás muito mandona hoje. – Sorriu – Dormiste comigo?
Era lógico que eu o tinha feito. Mas não queria nada que ele soubesse. Porque iria ficar convencido que já me “tinha no papo”.
- Não… Vim aqui à noite ver como estavas. – Menti. – E voltei a pouco mas adormeci mesmo agora.
- Está bem! – Riu-se.
- Qual é a piada? – Levantei-me e fui em direcção à janela para afastar os cortinados para os raios de Sol iluminarem o local. O Sol estava meio escondido no meio das nuvens e estas anunciavam chuva.
- Nenhuma. – Contestou.
- Vou chamar o Eric para ter vir ajudar a meter na banheira e ajudar-te a vestires-te. – Avancei para a porta.
- Porque não o fazes tu? – Atreveu-se.
Que lata! Para além de ser um convencido de primeira, também atrevido e provocador! Eu detive-me, mas não sabia o que responder.
Abri a porta e sai.
A casa era muito bonita tanto no exterior como no interior. Eu amava passar ali o resto da minha vida pois adorava o quintal. Era bastante grande e a relva era muito fofinha.
O que estava eu a pensar?! Logo voltei a realidade. E descalça, só com uma camisa dele no corpo dirigi-me à sala, sem contar com a roupa interior.
Lá estavam os dois nos meles. Tentei não interromper mas com o nervosismo fiz barulho. A Marie olhou para mim com cara de “Porque é que estás com a roupa dele?! O que aconteceu?”. Apenas lhe virei o olhar.
- Eric… - Chamei.
- Sim?
- Podes ir ajudar o Jason a tomar banho e a vestir-se?
A Marie começou-se a rir. E eu semicerrei os olhos e fiz cara de desentendida.
- Posso. – Beijou a Marie e dirigiu-se para o quarto.
- Conta-me tudo! – Agarrou-me no braço e sentou-me a sua frente no sofá.
- Não há nada para contar.
- Como não há? Porque andas em camisa? – Riu-se.
- Porque as minhas roupas estavam encharcadas! E de noite mudei.
- Dormiste no quarto dele? Na cama dele? – Riu-se à gargalhada.
- Não dormi com ele! Apenas o supervisionei pela pancada que levou. – Estava a perder a paciência.
- Gostas dele?
- Não gosto dele! – Resmunguei.
- Pronto. – Continuou a rir-se.
- Tens roupa para mim? – Perguntei ainda amuada.
- Tenho comprei hoje de manha. Está no quarto de hospedes.
Dirigi-me para lá. O quarto de hospedes ea totalmente diferente do quarto do jason.
Em cima da cama estava uns calções pretos e um top branco comprido. Vesti-me e sai do quarto.
Para meu espanto – ou não – entrei na cozinha e vi o Jason a fazer o pequeno almoço.
O que estaria a acontecer? Ele estaria melhor?
Sentei-me e ele brindou-me com o seu melhor sorriso, ou o melhor que já tinha visto até agora.
Trouxe-nos café e tostas para a mesa. Eu estava com a Marie e com o Eric.
Eu ignorei e comecei a comer. Comi sempre sem olhar para ele.
Acabei de comer e recebi uma chamada no telemóvel novo. Para não variar era da minha mãe – não sei como conseguiu o meu numero novo – atendi.
- Sim mãe?
- Sim mãe!? Essa é a maneira de saudar uma mãe preocupada?!
- Desculpa… - Todos olhavam para mim.
- Preciso de ti em casa, agora!
- Ok, vou já…
- Não é vou já, é agora.
- ESTÁ BEM! –Gritei desligando o telemóvel.

 - Jason, posso falar contigo? A sós?
- Claro. – Pegou-me no braço e puxou-me para o quarto.
- Diz. – Elevou-me o queixo com a mão.
- Porque é que te tentaram matar?
- Não sei, mas hei-de descobrir. – Olhou-me pensativo.
- Hmm.
- Olha… Pronunciou sendo interrompido.
- Desculpa tenho de ir a casa. Volto assim que puder.
Sai e peguei num carro que estava à porta.
Dirigi-me para casa. Abri a porta e dirigi-me à sala.
Estava a minha irmã de 15 anos chamada Malina e a minha mãe, sentada no sofá.
- Olá irmã. – Saudou-me ironicamente.
Eu apenas ignorei.
- Mãe porque tive de vir? – Perguntei-lhes.
- Vais para uma escola em Paris. – Disse-me friamente.
Fiquei chocada! Porque iria?!
O quê? – Perguntei admirada.
- A tua irmã quer Artes e como sabes vai entrar no 10º ano. Aqui não há Artes por isso vão morar com a Avó durante este ano escolar.
Sentei-me.
- O que?! Porque e que eu não posso ficar cá? E a menina linda ir? Se já la passou o verão…- Resmunguei.
- Não há mais discussões, vão e acabou! – Gritou-me.
Sai de casa, estava a chover. Comecei a correr pela rua fora. Estava demasiado zangada.
As lágrimas vieram-me aos olhos, eu não queria separar-me da Marie, nem do Eric, nem do … Jason.
Peguei no telemóvel – estava a molhar-se – e telefonei primeiro ao Jason.
- Estou? –Saudou-me
- Jason? Vem ter comigo! –chovia muito, estava encharcada.
- Onde estás?
- Ao pé da gelataria. – Desliguei.

Passaram-se 10 minutos e ele apareceu. Correi para ele e abracei-o de forma a prender as minhas pernas na cintura dele. Segurei a cabeça dele com as duas mãos e disse-lhe:
- a minha mãe quer-me levar para Paris, para outra escola! Vamos fugir?
- Estas louca, miúda!
- Eu não quero ir. Por favor.
- Vamos a minha casa falar com eles e já resolvemos isso!
Sorri-lhe. E no meio da chuva que caia em cima de nós, ele beijou-me.
Com tudo o que ele me tinha feito e com tudo o que se tinha passado, quereria eu fazer aquilo?

terça-feira, 13 de setembro de 2011

CAPITULO IV

Fiquei totalmente horrorizada com a chamada. Porque estaria ele a ser vitima de rapto? Porque é que eu sentia uma necessidade enorme de o ajudar? Será que devia depois de tudo o que acontecera? Porque é que eu fui a escolhida? Porque EU? Tantas perguntas sem respostas.
Fui para ao pé da estrada e chamei um táxi. Este levou-me a casa da Marie.
Bati à porta. Logo me abriu a porta e viu o meu estado. Eu estava completamente desvastada! Estava em lágrimas.
- O que se passa, Emily?! – Perguntou-me bastante preocupada.
- É o Jason! – Entrei e sentei-me ao lado do Eric.
- Que é que ele fez agora? – Pergunto o Eric levando a mão à cabeça.
- Ele… Ele foi raptado ou algo do género! – Comecei a chorar mais. – Na chamada, disseram que so tinha uma hora para o encontrar.
- Como?!- Perguntou a Marie. –Onde é que ele está?
- O homem disse para eu pensar. Ele disse que eu sabia. – Agarrei-me à Marie.
- Oh minha linda, nos vamos encontra-lo! – Fez-me olha-la nos olhos. O que me fazia sentir confiante.
- Eu tenho de pensar! Onde será que ele está?- Gritei.
- Calma Em. Estás completamente fora de ti. – Observou o Eric.
- Já sei! Pode ser na gelataria! – continuei – Ela só abre à tarde. So faltam 40 minutos!
- Calma Em! – Gritou-me a Marie. – Tem calma!

Entramos no carro e dirigimo-nos para a gelataria. O trânsito era tanto que demorarmos a chegar lá. Menos 10 minutos. Que corrida contra o tempo!
Chegamos lá, eu sai do carro e comecei a correr para as traseiras da gelataria. Nada! Nada de Jason! Voltei para a frente e disse-lhes:
- Definitivamente que não é aqui! – Estava a perder a paciência! – Vamos ver a casa dele!
Mais 10 minutos perdidos! So faltavam 20 minutos.
Durante a viagem tentei ligar ao Jason, mas ninguém atendia. Tentei, tentei, tentei. E por fim atenderam-me.
- Jason?! –Gritei.
- O teu amiguinho está quase a morrer! – Riu-se.
Tinha tanta raiva do homem!
- NÃÃÃÃÃÃO! – Mandei o telemóvel para fora do carro em andamento. Partiu-se todo.


Porque estaria eu a reagir assim?  Sentir-me-ia atraída? Seria essa a razão? Afastei-me destes pensamentos e voltei a realidade. Finalmente tínhamos chegado a casa dele. Ele tinha dito aos pais que podia ficar sozinho em casa. Estes foram viajar. Pelo que o Eric disse.
Era o local perfeito para o matarem.

Chamei por ele, mas o ar só me devolveu o eco. Estava triste por não o encontrar.
 - Vamos procurar pela casa toda! – Gritei a dirigir-me para a porta da frente.
O Eric olhou para a Marie com cara de quem não queria perder um amigo.
A porta estava trancada. Eu não a conseguia abrir. O Eric foi as traseiras e a porta estava aberta.
Logo nos chamou.
- Marie! Emily! Aqui está aberto!
Dirigimo-nos para lá. Entramos na casa e percorremos a casa toda, sem excepção da cave. Dirigi-me ao quarto dele, ao menos parecia ser o quarto dele.
- Wow, que linda decoração… tão linda. – Comentei limpando os olhos.
Eu estava  amar aquele quarto. No momento imaginei-me com ele deitado em cima da cama. Abanei a cabeça em sinal de negação, para afastar aqueles pensamentos inúteis.
Voltei a concentrar-me na procura dele. E lembrei-me!
Porque não poderia ser o local perfeito, o sitio do lago?
Voltei a correr, mesmo com o meu tornozelo doendo, para dentro da floresta. Passei pelo Eric e pela Marie.
Eles não perceberam nada mas seguiram-me. Iamos os três a correr pela floresta a dentro.

Quando vi o que estava a minha frente cai de joelhos e levei a mão à boca. Nenhum sinal do homem, somente do Jason.
O Jason estava nu, digamos que estava só de boxers, e estava dentro do lago de pernas para o ar. Suspenso por uma corda a volta dos pés. De tanto tentar respirar, deixara-se, provavelmente, afogar.
Comecei a correr para o lago. Mergulhei e puxei-lhe a cabeça para fora de água. Ele estava roxo, e eu chorava muito. O Eric já o estava a desamarrar mas como eu não tinha força para o segurar, ele caiu dentro de agua.
 - Marie, ajuda-me! – Gritei. Ela  logo entrou na agua e  ajudou-me a tirá-lo para fora.
Comecei a mexer-lhe na cabeça e notei sangue. Ele não se tinha afogado!
- Ele não se afogou! Levou uma pancada na cabeça!
- Ele tem pulsação! – Comentou o Eric. Ele esta vivo!
 Sorri.
Levamo-lo dali para fora e deitamo-lo na sua cama. Cuidei da sua ferida e tapei-lhe o corpo com um cobertor. Aposto que ia melhorar.
Deitei-me ao pé dele e adormeci.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

CAPITULO III

- Como é que ele está ali? – Perguntei-lhe no meio do choro. – Ele tinha ido ver do ruído e disse que já voltava! – Continuei a chorar.
- Não sei mesmo, amiga. – Referiu-me.
- Ajuda-me a levantar! Quero ir falar com ele! – Pedi-lhe. Estava toda suja por ter caído, e ainda por cima tinha o tornozelo torcido. Só me faltava mais esta!
A Marie ajudou-me e levou-me até ao Jason. Eu estava em lágrimas.
Ele não se virou e ao ouvido disse-lhe:
- Nunca mais me fales! – E com a ajuda da Marie comecei a andar, saindo da festa.
Já no carro ela telefonou ao Eric.
- Atende! Atende! Eric!
- Olá amor!
- Olha tive de vir para casa com a Em. Vê se falas ai com o teu amigo. – Ordenou-lhe.
- Oh… Aposto que sei o que ele fez. Tchau.
E desligou. Tínhamos chegado à casa dela. Levou-me para o quarto dela e ajudou-me a deitar-me na cama. A Marie está a ser uma amiga muito atenciosa.
Enquanto preparava um banho de imersão para mim, eu pensava no que significava aquilo tudo que ele me tinha feito. Será que ele fazia isto também a outras raparigas? Sem respostas.
Despi-me e ela ajudou-me a entrar na banheira. Agora sim, eu podia relaxar. A Marie sentou-se junto à grande banheira e ficou a falar comigo.
- Porque? - Perguntei-lhe. – Porque e que tem de ser assim?
- Lamento imenso – Disse-me.
- Eu não lhe fiz nada de mal. Ele é só um rapaz estúpido. Não quero saber mais dele.
O tempo tinha passado e eu já estava deitada na cama mais a Marie. Mas não tinha sono para dormir.
Vinham-me muitas coisas à cabeça; Desde o meu pai até a minha irmã mais nova que voltava daqui a dois dias de Paris. Ela fora passar as férias de verão lá com a minha avó. Eu não fui porque tive uns problemas e fiquei cá.
Adormeci.

Eram nove da manha e eu já estava no hospital. De repente ouvi o meu nome. O médico acabara de chamar. Entrei.
- Então, qual é o seu problema?
- Acho que torci o tornozelo ontem… - Contei-lhe olhando para o meu tornozelo.
- Vamos lá analisar isso. – Começou a examinar o meu tornozelo – Não levará muito tempo para sarar. Não poderá fazer esforços, como: conduzir, Educação Fisica, dança, etc.
- Oh – Respondi-lhe – Ok, vou seguir isto à risca.
- Ah! Receito uma pomada, para aplicares de manhã e à noite.
- Oh, obrigado então. – Disse-lhe pegando na receita e caminhando lentamente devido à minha entorse.
Quando ia a sair do hospital, reparei que havia bastante gente a falar de um homem que morrera. Não liguei. Apenas segui para a farmácia.

Quando lá cheguei pedi a tal pomada e paguei. Mas algo me levou a escutar a conversa de duas idosas.
- Dizem que ele foi morto as facadas! – Disse a primeira idosa.
- Disseram-me que ele tinha sido estripado! Oh meu deus! – Relembrou a segunda idosa.
- Oh nossa senhora!
- Ouvi também que o senhor estaca rodeado por uma poça de sangue e que tinha os intestinos fora do corpo! – Continuou – Deve ser uma visão horrível.

Parei de ouvir a conversa e fiquei horrorizada! Seriam estes boatos verdade? Continuei a olhar para o nada. Até que recebi uma chamada, era número desconhecido. Atendi.
- Sim? – Saudei.
-Preciso de falar contigo. – A voz era-me familiar.
- O que é que tu queres? - Perguntei.
- Preciso de ajuda. Acho que fiz asneira. ´
- O que é que eu tenho a ver com isso? 
- Por favor!
- Minha menina, se não arranjares maneira de o tirar daqui dentro de uma hora, ele morre. - A voz agora mudava, parecia ser outra pessoa.
- Jasooon! Jasooon! NÂO! Onde estão?!
- Pensa. - E desligou a chamada.
O que deveria eu fazer?

terça-feira, 6 de setembro de 2011

CAPITULO II

Comecei a comer o meu gelado. Estava-me a saber tão bem. Simplesmente adoro a combinação das avelãs com natas. Olhei para o Jason e ele sorriu-me. Eu nada fiz, desviei o meu olhar e continuei com o meu gelado.
-  Eric, tenho de ir. – Disse Jason levantando-se da cadeira.
- Ok, mano. A gente vê-se por ai. – Referiu agarrando a Marie.
Como eu também não queria ficar ali a fazer de vela, disse que também ia embora. Eles não ligaram. Continuaram no seu mundo perfeito.
Peguei na minha mala e pu-la no ombro esquerdo.
- Jason! Espera, também vou embora. – Gritei-lhe porque ele já estava a sair da gelataria.
Simplesmente sorriu-me e segurou-me a porta.
- Não vou ficar ali no meio deles. – Disse-lhe apressadamente.
Riu-se.
- Então vemo-nos por ai. – Declarou-me sorrindo.
- É, acho que sim. – Virei costas, e comecei a andar.
- Emily.. – Chamou-me ajeitando aquele cabelo castanho brilhante.
- Sim? – Virei-me devagar. O meu cabelo preto comprido voava com o vento.
- Hoje.. Vai haver uma festa em minha casa. Quer dizer não é bem em minha casa. É por trás, no grande quintal. Aparece! – Convidou-me e sorriu.
- Oh – Mostrei-me um pouco envergonhada – Ok, eu vou tentar. O Eric e a Marie vão? – Perguntei-lhe.
- Sim. Podes ir com eles, já que não sabes o local. – Respondeu-me. – Até logo linda.
Aquela estúpida não me ia dizer nada acerca da festa? Odeio-a. Pensava eu, mas não era realmente o que eu sentia.
Entrei no meu carro e dirigi para casa. Entrei em casa e fui logo chamada pela minha mãe.
- Emily! Andas uma menina mal-educada! – Gritou-me.
- Desculpa, mãe. – Respondi-lhe sem interesse e corri para o meu quarto.
Abri o armário e vi que nenhuma das saias e tops me satisfaziam, nem nenhum dos vestidos me agradam decidi telefonar à Marie.
Liguei-lhe e ela atendeu.
- Diz lá Em. – Ordenou-me antes de eu sequer falar.
- Preciso de roupa! – Descalcei as sandálias – Nenhuma da minha roupa me agrada!
- Vem ter a minha casa! Comprei roupa nova ontem. Até já. – Finalizou e desligou a chamada.
Desci outra vez as escadas, e disse à minha mãe que ia a uma festa e que ia dormir a casa da Marie, ela permitiu e eu fui.
- Fogo, o que devo vestir? – Perguntei ao ar, porque ninguém me podia responder ali.
Entrei no carro e dirigi para a casa da Marie. Estacionei e bati à porta.
- Olha minha querida! – Saudava-me a mãe da Marie.
 - Anda, anda, anda! – Gritava a Marie, pegando-me pelo braço e puxando-me pelas escadas acima até ao seu quarto. – Tenho um vestido lindo para levares à festa do Jason.
- Qual? – Questionei-lhe radiante.
- Este! – Pegou no vestido e mostrou-mo.
 Eu fiquei, digamos que, chocada. O vestido era tão lindo! Era um cai-cai curtinho, e verde água que da cintura para baixo alargava.
- É lindo! – Peguei no vestido e meti-me a frente do espelho. – Achas que me fica bem?
- Claro! E se usares estes sapatos, ficas perfeita. – Mostrou-me os sapatos de salto alto pretos.
- Obrigada! – Abracei-a.

Depois de duas horas a arranjarmo-nos para a festa, estávamos prontas. A Marie tinha vestido um vestido parecido ao meu, só que era branco. Levava o seu cabelo loiro solto. Estava linda!
E eu também levava o meu cabelo encaracolado preto solto.
Saímos de casa e dirigimo-nos para a festa. O Eric estava connosco e não parava de elogiar a Marie!
 Chegamos lá e eles separaram-se de mim. Ele tinha uma casa enorme! E o quintal era tão grande!
Havia muita gente na festa. Fui buscar uma bebida. Tanto por onde escolher.
Vodka! Peguei numa garrafa das pequenas e comecei a beber.
- Nem vi que tinhas chegado! – Surpreendeu-me o Jason.
- Hm, olá. – Disse-lhe.
- Estás a divertir-te? – Perguntou-me sorridente.
 - Sim.. Sim.. – Disse-lhe.
- Anda comigo, quero mostrar-te um sitio. – Pegou-me no braço e levou-me para o meio da floresta.
- Onde é que vamos? – Questionei-lhe olhando para todos os lados.
- Olha agora!
Eu olhei e vi um lago gigante com patos. Havia velas por todo o lado. Aquele sitio havia sido limpo.
- Wow. – Foi tudo o que pronunciei.
- Gostas? – Disse-me ajeitando o cabelo para trás do ombro.
- Sim, sim… É lindo. – Respondi-lhe.
Pousei a garrafa e sentei-me no chão. Tirei também os sapatos.
- Porque é que me trouxeste aqui?
- Porque te queria mostrar este lugar… Ninguém conhece este local sabes? – Contou-me.
Peguei na garrafa, continuei a beber deitando-me no ombro dele.

Passado um tempo houve-se ruídos. Eu que estava quase a adormecer, despertei logo.
Levantei-me e ele também.
- Ouviste isto? – Perguntei-lhe atenta.
- Sim, também ouvi. – Agarra-me. – Fica aqui vou ver o que é.
- Não vás! – Ordenei-lhe. Mas mesmo assim ele foi.
E desapareceu na escuridão. Comecei a entrar em pânico porque não gosto nada do escuro, e os ruídos ainda ajudavam mais. As lágrimas começaram a descer pela minha face. Já lá iam 15 minutos e nenhum sinal dele. Comecei a correr para a festa. Mais ruídos se formavam. Tropecei e cai.
Fogo, acho que torci o tornozelo! Pensava para mim, mexendo no tornozelo.
Vi uma sombra ao pé de uma árvore ao longe, mas por ser só uma sombra não vi quem era.
Já estava quase ao pé da festa, e já via a Marie.
- Marie! Aqui! AQUI! – Gritei-lhe.
Ela ouviu-me e veio a correr ter comigo.
- O que se passa? – Perguntou-me preocupada.
- O Jason e eu estávamos ali ao pé de um lago, ouvimos barulho e ele desapareceu. – Respondi-lhe queixando-me das dores.
- Mas… Ele está ali. – Disse-me apontando, para o local da festa.







domingo, 4 de setembro de 2011

CAPITULO I

- Emily! Acorda! Emily!; Abri os olhos e vi que era a minha melhor amiga Marie. E ela abanando-me continuou a dizer:
- Acorda, Emily! Estamos super atrasadas! – Apesar de não estarmos ela dizia aquilo como se estivéssemos.
- Hmm – Eu ainda estava ensonada, afinal tinha acabado de acordar – Oh meu deus! – Saltei da cama. – É hoje o jogo dos rapazes, não é?
- Sim, tonta. Vai lá tomar banho, temos de nos despachar! – Disse-me com um grande sorriso na cara.
- Deixa-me adivinhar. É hoje que vais dizer ao Eric que gostas dele? – Disse-lhe despindo-me na casa de banho do meu quarto.
- Sim! E sabes? Acho que ele sente o mesmo por mim. – Notava-se a felicidade dela na forma como falava.
- Oh Marie, estou muito feliz por ti. – Declarei-lhe entrando na banheira e ligando a água quente.
Tomei banho e sai enrolada na toalha.
- Sabes uma coisa, Marie? – Perguntei-lhe.
- O quê? – Respondeu com curiosidade.
Enquanto isso fui-me vestindo, penteando e pondo a maquilhagem que usava no dia-a-dia. Só lápis preto e gloss com sabor a morango.
- O quê, Emily? – Voltou a insistir.
- Devíamos ir comer um gelado depois do jogo. Aproveitavas e convidavas o Eric. Vocês iam andando para lá porque lembrei-me que ainda tenho de ir a um sitio e depois eu ia ter com vocês. – Peguei na minha mala, meti lá as chaves, o telemóvel, dinheiro e mais umas coisas –Vamos.
- Óptimo! Acho óptimo. – Disse sorrindo e saindo atrás de mim.
Descemos as escadas e saímos de minha casa.
- Vamos de carro? – Perguntou-me.
- Pode ser. – Entrámos no meu carro, e dirigimo-nos para o campo da escola.
Era um jogo contra uma outra escola, pessoalmente, eu não sabia o nome. Mas eu tinha de ir a este jogo. Era muito importante para a Marie.

Chegamos lá e dirigimo-nos para as bancadas do campo. A Marie ficou logo muito contente, porque viu o Eric no campo a sorrir-lhe. Ela sorria também para mim. Mas eu sorria-lhe falsamente. Sentia-me triste. Sentia-me como se me faltasse algo. A Marie estava toda maluca a gritar pelo Eric. E eu.. Eu apenas desejava que o jogo acabasse para poder sair dali.
Passaram-se 45 minutos e o jogo acabou. Finalmente! Poderia sair dali já.
-  Marie, vai lá ter com o Eric. Tenho de ir a um sitio. Já falamos. Encontro-te na gelataria, ok? – Perguntei com pressa.
- Ok! – Deu-me uma resposta breve, porque estava demasiado contente por ir falar com Eric.
Marie sempre foi uma rapariga extremamente bonita. Tinha cabelos longos e loiros. Olhos azuis e um corpo perfeito. E era a minha melhor amiga. Qualquer rapaz ficava feliz por a ter.

Sai da escola e dirigi-me a casa. Esse não era o sitio onde tinha de ir, mas não poderia continuar a aguentar o choro.
Subi as escadas e enquanto subia, ouvia a minha mãe a gritar: Emily! Emily!. Eu simplesmente não liguei e continuei a subir. Entrei no quarto e tranquei a porta. E toda a gente pergunta porque estaria eu a chorar. O meu pai morrera há um ano atrás. Mas por mais tempo que seja eu sinto falta dele. As lágrimas começaram a descer pela minha face, mesmo eu não querendo. Mas não poderia mais continuar assim. Limpei as lágrimas e fui-me ver ao espelho. Estava com a maquilhagem borrada. Limpei-me e voltei a meter lápis e gloss.
- Eu vou ser forte. – Disse para me fazer acreditar.
Ajeitei a mini saia e o top e sai outra vez. Fui ter à gelataria.
Antes de abrir a porta ou mesmo espreitar lá para dentro, suspirei e olhei para o céu. Entrei e reparei neles. Estava a Marie, o Eric, e um outro rapaz.
- Olá. - Disse sorrindo.
- Olá! – Exclamaram Marie e Eric ao mesmo tempo. Com tanta felicidade já se notava que a conversa tinha corrido bem.
Olá. – Disse-me o tal rapaz.
Eu limitei-me a sorrir. Sentei-me e o empregado chegou.
- O que vai desejar?
- Quero um gelado de natas e avelãs, se faz favor. – Pedi-lhe sorrindo.
- O meu preferido. – Disse-me o rapaz.
Sorri-lhe e olhei para Marie.
- Ah, já me esquecia! - Exclamou Eric. – Emily este é Jason. Jason esta é a Emily.
- Prazer. – Dissemos ao mesmo tempo.; Rimo-nos.
O meu gelado tinha chegado. Agradeci ao senhor e comecei a comer.