segunda-feira, 12 de setembro de 2011

CAPITULO III

- Como é que ele está ali? – Perguntei-lhe no meio do choro. – Ele tinha ido ver do ruído e disse que já voltava! – Continuei a chorar.
- Não sei mesmo, amiga. – Referiu-me.
- Ajuda-me a levantar! Quero ir falar com ele! – Pedi-lhe. Estava toda suja por ter caído, e ainda por cima tinha o tornozelo torcido. Só me faltava mais esta!
A Marie ajudou-me e levou-me até ao Jason. Eu estava em lágrimas.
Ele não se virou e ao ouvido disse-lhe:
- Nunca mais me fales! – E com a ajuda da Marie comecei a andar, saindo da festa.
Já no carro ela telefonou ao Eric.
- Atende! Atende! Eric!
- Olá amor!
- Olha tive de vir para casa com a Em. Vê se falas ai com o teu amigo. – Ordenou-lhe.
- Oh… Aposto que sei o que ele fez. Tchau.
E desligou. Tínhamos chegado à casa dela. Levou-me para o quarto dela e ajudou-me a deitar-me na cama. A Marie está a ser uma amiga muito atenciosa.
Enquanto preparava um banho de imersão para mim, eu pensava no que significava aquilo tudo que ele me tinha feito. Será que ele fazia isto também a outras raparigas? Sem respostas.
Despi-me e ela ajudou-me a entrar na banheira. Agora sim, eu podia relaxar. A Marie sentou-se junto à grande banheira e ficou a falar comigo.
- Porque? - Perguntei-lhe. – Porque e que tem de ser assim?
- Lamento imenso – Disse-me.
- Eu não lhe fiz nada de mal. Ele é só um rapaz estúpido. Não quero saber mais dele.
O tempo tinha passado e eu já estava deitada na cama mais a Marie. Mas não tinha sono para dormir.
Vinham-me muitas coisas à cabeça; Desde o meu pai até a minha irmã mais nova que voltava daqui a dois dias de Paris. Ela fora passar as férias de verão lá com a minha avó. Eu não fui porque tive uns problemas e fiquei cá.
Adormeci.

Eram nove da manha e eu já estava no hospital. De repente ouvi o meu nome. O médico acabara de chamar. Entrei.
- Então, qual é o seu problema?
- Acho que torci o tornozelo ontem… - Contei-lhe olhando para o meu tornozelo.
- Vamos lá analisar isso. – Começou a examinar o meu tornozelo – Não levará muito tempo para sarar. Não poderá fazer esforços, como: conduzir, Educação Fisica, dança, etc.
- Oh – Respondi-lhe – Ok, vou seguir isto à risca.
- Ah! Receito uma pomada, para aplicares de manhã e à noite.
- Oh, obrigado então. – Disse-lhe pegando na receita e caminhando lentamente devido à minha entorse.
Quando ia a sair do hospital, reparei que havia bastante gente a falar de um homem que morrera. Não liguei. Apenas segui para a farmácia.

Quando lá cheguei pedi a tal pomada e paguei. Mas algo me levou a escutar a conversa de duas idosas.
- Dizem que ele foi morto as facadas! – Disse a primeira idosa.
- Disseram-me que ele tinha sido estripado! Oh meu deus! – Relembrou a segunda idosa.
- Oh nossa senhora!
- Ouvi também que o senhor estaca rodeado por uma poça de sangue e que tinha os intestinos fora do corpo! – Continuou – Deve ser uma visão horrível.

Parei de ouvir a conversa e fiquei horrorizada! Seriam estes boatos verdade? Continuei a olhar para o nada. Até que recebi uma chamada, era número desconhecido. Atendi.
- Sim? – Saudei.
-Preciso de falar contigo. – A voz era-me familiar.
- O que é que tu queres? - Perguntei.
- Preciso de ajuda. Acho que fiz asneira. ´
- O que é que eu tenho a ver com isso? 
- Por favor!
- Minha menina, se não arranjares maneira de o tirar daqui dentro de uma hora, ele morre. - A voz agora mudava, parecia ser outra pessoa.
- Jasooon! Jasooon! NÂO! Onde estão?!
- Pensa. - E desligou a chamada.
O que deveria eu fazer?

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